16 de outubro de 2007

Sexo, drogas e eutanásia


Mais uma vez nos vemos diante de assuntos que nos mostram o quanto nossa visão social é conservadora. Se parássemos para nos analisarmos, veríamos o quanto somos radicais, o quanto fomos capazes de cobrar mudanças de comportamentos passados, quando estes já não se adequavam as nossas necessidades. Quantas vezes criticamos nossos pais e avós por opiniões contrárias às nossas? quantas vezes pensamos o quanto eles estavam equivocados ao desdenharem um fato atual, comparando-o aos acontecimentos do tempo em que tinham a nossa idade? Palavras do tipo "isso no meu tempo não existia" saltam a boca como ferozes caçadores em busca de sua presa. Eles estão errados?
Pense o quanto nós evoluímos - homens. O quanto mudamos nesses poucos séculos. Olhem-se no espelho da História e vejam as rugas que o tempo da mudança nos deram de presente. Ao passo lento - em muitos casos lentos até demais - mudamos a maneira como encaramos algum acontecimento ou alguma espécie de "novo fato".
Hoje, enfim, assuntos como o casamento homossexual, eutanásia, aborto e legalização das drogas batem a nossa consciência, e nos mostram o quanto pensamos irracionalmente.


Pergunto eu:
Qual é a diferença entre um cigarro de maconha e uma lata de cerveja?
Porque uma pessoa que está a beira da morte, e não tem mais como sair de uma situação a qual depende de outra pessoa para fazer suas necessidades fisiológicas, não pode escolher se é isso mesmo que ela quer por resto da vida?
Porque, pela liberdade, uma mulher, ou um casal, não pode escolher se quer ou não ter um filho?

Quando analisamos esses dilemas, vemos o quanto eles estão arraigados de demagogia. Muito disto se deve a nossa herança religiosa, e é nela que vejo o principal enclave para uma solução imediata.
Lembrem-se do Individualismo (para se familiarizar leia uma postagem anterior sobre o assunto). É um fato! Todas as respostas para essas perguntas fatalmente serão respondidas num futuro - espero eu - próximo.

Imaginem numa praça: um casal de homens, devidamente casados, de mãos dadas com seus filhos brincando no parque ao lado de um outro casal conversando sobre o aborto ou não de um filho não esperado, em baixo de uma árvore um grupo de estudantes universitários com um cigarro de maconha sem medo de serem felizes, no outro lado está passando um senhor sendo empurrado por uma "babá", ele, em seus pensamentos, gritava tentando dizer a ela que estava com as calças sujas de fezes e que o cheiro estava incomodando sua honra.

Penso que não devemos mergulhar num mundo totalmente livre, o conservadorismo as vezes cai bem, ele acaba freiando muita coisa. E um bom debate nunca é demais.
Como diria meu professor Artur Perrusi: "isso dá uma bom bolero".