30 de outubro de 2007

Momento quatro-linhas: Brazil 2014

Agora é oficial. Brasil será a sede da Copa do Mundo de 2014. Mas o que há por trás deste evento que é um objeto de desejo para muitos países?
Hoje já consigo projetar esse evento como um fator determinante e de esperança para um país que denomina O País do Futuro. Projeções estas que oscilam positiva e negativamente. Tratemos aqui de um aspecto geral destes dois lados da mesma moeda.
Não há como questionar os benefícios que uma Copa do Mundo proporciona como, por exemplo, evolução estrutural e afirmação cultural. Os investimentos que serão feitos em transporte público, segurança, saúde, hotelaria, infra-instrutora (em estádios e nas cidades como um todo), etc.. O leque abrange muitos fatores determinantes para um avanço, inclusive valores culturais. Essa é uma grande oportunidade para o Brasil retirar um rótulo do país da bunda, do samba e do sol. Mostrar que podemos e temos a capacidade de proporcionar um espetáculo jamais visto no esporte mundial, pois o futebol, aqui, não é só um esporte, é uma paixão nacional.
Vejo como exemplo (sem quere fazer comparações) a Alemanha, que por décadas deixou seu patriotismo guardado na gaveta do tempo da história com medo de serem taxados novamente de etnocêntricos, e fizeram da Copa da Alemanha de 2006 a Copa do orgulho alemão, sem medo de serem felizes.
Muitos não acreditam sucesso da Copa 2014 e apontam a segurança como um dos principais motivos para o fracasso de tal. Não vejo isso como empecilho, o que se deve tornar público é que esse conceito de segurança deve ser levado ao dia-a-dia, e não somente em um evento.
Penso também nas condições favoráveis que a instituição futebol brasileiro pode desempenhar em relação à integração social ao futebol. Na descentralização do Poder que está nas mãos de poucos homens e de uma única emissora, tal que impõe ao torcedor ir aos estádios às 22h de uma quarta feira.
Mas, porém, existe a possibilidade de um fracasso sim, mas este só ocorrerá devido aos que carregam a responsabilidade de transformar o evento em espelho mundial.
Enfim, dois lados da mesma moeda.
Espero que, daqui a alguns anos, eu possa dizer que tive orgulho de assistir a um jogo da maior Copa do Mundo de todos os tempos, e, além disso, ver o Brazil se tornar o Brasil. Ou seria o contrário?