13 de outubro de 2007

Feliz dia das crianças!

Em virtude de alguns compromissos não pude postar no exato dia das crianças, mas estou postando hoje. E esse atraso me rendeu um bom tema. Nas linhas seguintes entenderas.




Como numa frenética inquietação aguardando o começo do futebol, estava eu com o controle remoto mudando de canal na espera de encontrar algo que prendesse a minha atenção, e não é que encontrei...
Por volta das 15h30minh, na TV bandeirantes, no Programa Raul Gil, uma criança cantava, e cantava como gente grande. Essa criança, com no máximo 10 anos e cujo nome não me recordo, cercado de dançarinas de mini-saias com coreografias dessincronizadas, uma platéia repleta de loiras que se sacudiam como se estivessem possuídas por algum ente transcendental, até que cantava bem. O suficiente para estar numa tarde de sábado em um canal aberto.
Dentro deste cenário, o que mais prendeu minha atenção foi a letra da música e a forma com que a criança cantora a interpretava.
Ah a música! Poucos foram os que dela fizeram mágica, e muitos os que, por mágica, transformaram-na numa tragédia. Que os Zés, os Tons e alguns Chicos não me ouçam, mas essa criança...
Um viva às crianças, o "futuro da nação"!

Pois bem, voltemos a letra da música. Abaixo está a letra da dita cuja.


Festa Louca (mi Vida Loca My Crazy Life)

Edson e Hudson
Composição: (p. Tillis - Jess Leary - Versão: Raul - Edson - Marquinhos)

Eu cheguei no rodeio pra me divertir
Ver cavalo pulando e peão cair
São oito segundos pra poder vencer
E uma oração pra Deus proteger

Refrão:
Que festa louca
Que festa linda
Nuvens de areia no ar
Muita cerveja
E mulher bonita
Faz a cabeça girar

Tá chegando a hora do show começar
O povo se agita e começa a gritar
As luzes se acendem como uma explosão
É o artista e o povo na mesma emoção

Pena que a festa
Já vai acabar
Que festa louca
Já penso em voltar


Imaginem a cena: Uma criança, que transpassa alegria, cantando esse refrão...

Como criticar o avanço com que as crianças e adolescentes entram, de corpo e mente, na vida sexual e das drogas? Como resistir a esse mundo onde uma criança canta, “apologicamente”, suas maravilhas?

Tenha dó!